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Canvas: a prancheta que vira vídeo e imagem

27 de julho de 2026 6 min de leitura

Todo mundo que produz conteúdo com IA passa pelo mesmo aperto: a foto da pessoa está numa aba, a do produto no celular, a referência de cenário salva num print — e a ideia inteira mora na sua cabeça. O Canvas resolve isso: é uma prancheta que fica com você em todo o app e serve de ponte entre o que você planejou e o que a IA vai gerar.

O que é o Canvas

É um espaço em branco só seu, aberto pelo botão flutuante que acompanha você em qualquer tela do app. Dentro dele você solta imagens, escreve anotações, rabisca com a caneta e liga um item no outro com setas — do jeito que faria num quadro de recados. Tudo fica salvo automaticamente na sua conta: fechou a prancheta, saiu do site, voltou amanhã e está tudo lá.

  • Imagens: arraste da sua galeria de criações ou direto do computador.
  • Anotações: a sequência do vídeo, a ideia da legenda, o preço que você vai falar.
  • Desenho: uma seta grossa, um círculo no que importa — vale como rascunho.
  • Ligações: conecte itens pra mostrar o que vem antes e o que vem depois.

O detalhe que muda tudo: os selos @imagem1, @imagem2…

Cada imagem no Canvas ganha um selo com um número: @imagem1, @imagem2, @imagem3. Esse selo é o nome dela na hora de criar — em vez de descrever a pessoa e torcer pra IA acertar, você escreve 'a pessoa da @imagem1' e é aquela pessoa, daquela foto.

Se um número não te ajuda a lembrar, dê um apelido: renomeie a imagem pra @heroi, @tenis ou @loja e use o apelido no texto. Na hora de gerar, o apelido é traduzido pro número certo sozinho.

Uma regra pra guardar: no Canvas a numeração é corrida — apagou a @imagem2, a que era 3 vira 2, como numa fila de banco. Já NAS TELAS de criação o nome de cada imagem é fixo: o selo do Canvas vale como está (@imagem3 é sempre aquela imagem) e as fotos avulsas que você envia na hora viram @foto1, @foto2… — tirar uma não muda o nome das outras.

Onde os @ funcionam hoje

  • Vídeo → aba 'Referências': até 4 imagens guiam a cena (pessoa, produto, roupa, cenário), com narração em off opcional por cima.
  • Imagem → aba 'Com referências': até 6 imagens se juntam numa imagem só — o lugar de uma, a roupa de outra, a pessoa de outra, o produto de outra.

Nas duas telas, digite @ que a lista abre com as miniaturas pra escolher — e escrever um token do Canvas à mão (@imagem3, @gato) já traz aquela imagem sozinha pra cena. Também dá pra montar tudo ali na hora, sem passar pelo Canvas — ele é atalho, não obrigação.

Na imagem com referências, o preço é por imagem usada: uma base pela primeira e um valor a mais por cada referência adicional. A conta aparece aberta na tela e muda ao vivo conforme você põe ou tira foto da fila — você decide se a quarta imagem vale o que ela custa antes de gerar.

Um exemplo real: anúncio de uma loja de bairro

Digamos que você vá anunciar uma jaqueta de uma loja da sua cidade. No Canvas você solta três imagens: a foto da vendedora (autorizada por ela), a foto da jaqueta que a loja mandou e uma referência do cenário — a rua à tarde, com luz quente.

  • 1. Antes de gastar crédito, teste o enquadramento na Imagem → 'Com referências': 'a mulher da @imagem1 vestindo a jaqueta da @imagem2, na calçada da @imagem3, luz de fim de tarde'. Sai uma foto — barata e rápida — que mostra se a ideia funciona.
  • 2. Gostou? Leve a mesma fila pro Vídeo → 'Referências' e descreva o movimento: 'a mulher da @imagem1 caminha na calçada da @imagem3 com a jaqueta da @imagem2, a câmera acompanha de lado'.
  • 3. Ligue a narração em off e escreva a fala: 'Chegou a jaqueta que todo mundo pediu — e por menos do que você imagina.' O contador mostra quanto texto cabe na duração escolhida, porque a fala precisa terminar dentro do vídeo.
  • 4. Se quiser legenda queimada no vídeo, ligue as legendas animadas: elas acompanham a narração palavra por palavra, sem custo extra.

Repare no que aconteceu: você não descreveu a vendedora nem a jaqueta com palavras. Mostrou. É por isso que o resultado sai parecido com o combinado, e não com 'uma mulher qualquer de jaqueta'.

Três hábitos que melhoram o resultado

  • Diga o PAPEL de cada imagem. 'A @imagem2' sozinha não explica nada; 'vestindo o casaco da @imagem2' explica.
  • Uma ação clara por geração. Cena com três coisas acontecendo ao mesmo tempo costuma sair confusa — vale mais gerar dois vídeos curtos.
  • Guarde o que funcionou. Deixe no Canvas uma anotação com o texto que deu certo: na semana seguinte, é só trocar o produto e repetir a fórmula.
Vale pra qualquer geração: use foto de quem autorizou. Rosto de pessoa real em cena precisa do consentimento dela — inclusive quando a pessoa é você.

Comece pela prancheta

Na próxima vez que for criar, abra o Canvas primeiro. Junte as fotos, escreva a sequência em duas linhas e só então vá pra tela de geração. É a diferença entre tentar sorte no texto e executar uma ideia que você já enxergou inteira — e, na prática, é o que faz você gastar menos crédito pra chegar no vídeo que ia postar mesmo.

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